segunda-feira, 27 de abril de 2009

E=mc²



Amigos cinemistas :)


Gosto de lhes relatar que,
sem pressa, o colectivo ..Cinema8ito.. segue formando o circuito livre, sempre trocando com muitos outros núcleos pelo planeta.

Nosso curta, o UMA, foi um filme que escolhemos como símbolo de nosso cinema expandido.
Nunca o exibimos em competição nos festivais tradicionais, a não ser quando fomos convidados
a invadir alguns eventos com o programa do cine mochila.

Nós lançamos o UMA numa mesma noite, simultaneamente na Espanha e no Brasil.
Mas antes disto, fiz uma premiér com cara de cabine para alunos
em Campos dos Goytacazes-RJ, quando fui dar umas palestras no Sesc.

Mochilamos com o filme por 18 cidades brasileiras, através de nossa própria rede,
conseguimos uma boa clipagem, mas, talvez porque nós rasgamos cartilhas,
nunca fomos convidados a exibi-lo em qualquer sessão cineclubista. Só mesmo em mostras
de coletivos livres.

Na França exibimos em uma mostra incrível num barco,
na Espanha várias vezes em lugares diferentes. Bar, Flõ de rua, sala, evento de vídeo-arte...
São muitos os livres por este planeta em agonia.

Na TVE-RS, duas veiculações, num programa super bacana que vai pra todo o estado difundindo a diversidade.

Fora o público da tv, que não podemos contabilizar,
nós exibimos, em sala ou muro, para cerca de 5 mil pessoas, em vários lugares foi mais de uma sessão do filme.

Neste tempo todo, outras duas mil pessoas visitaram o trailer no youtube
e muitos pediram pra o postarmos na íntegra.

Agora, depois de dois anos em qualquer rua de qualquer cidade,

Tá aqui no blog(dá pause no podcast).
ou www.youtube.com/biahwerther

Parte da trilha orginal, composta por nós mesmos, está em nosso myspce: www.myspace.com/cinema8ito.

Foram dois anos de UMA na estrada
e muita gente pode dizer que 5000 expectadores é pouco,

No entanto, segundo um cara que xingava a acadimia no século passado,
quanto mais eu desacelero o raio de luz (olhar), mais lento fica meu tempo (audácia),
menos a minha energia vira massa (gordura e preguiça)
e maior é o espaço que me cabe embora ele seja sempre do mesmo tamanho e eu não precise roubar o espaço de ninguém
a troco de um m² de tapete mofado (em qualquer rua de qualquer cidade).

Bom, pelo sim, pelo não, essa tonteria de ficar cego atrás do poder, de desacreditar no que não se entende de cara, de se deslumbrar com o pódium
e repetir palavras de ordem feito robos,
pouco me se me dá...

Seguimos passo a passo, sem modelo.

Paz y Gentileza \o/
biAh weRTHer

terça-feira, 21 de abril de 2009

hiato......................................................................

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domingo, 12 de abril de 2009

Invasões 2009



O coletivo ..Cimena8ito.. levou cinema pra o Grito Rock de Porto Alegre.
O projeto, que circula o Brasil e o mundo, se chama FLõ - Cine na Mochila.
Sempre exibimos filmes do próprio coletivo e filmes do acervo FLõ festival do livre olhar. Curadoria da biAh weRTHer.

Músicas do clipe são trilhas de fimes exibidos:
Lilith... e Representa Corisco.

*Cenas de curtas exibidos e imagens da mostra feitas pela biAh e pela Magda Deon.*

a pedidos repito esta publicação

Mas pra reler posts é só procurar nos arquivos do blog, ao lado :)


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A ressaca de uma mostra do FLõ é idêntica ao dia após um set de filme desconstrutor. Não pude dormir muito na semana passada,
até porque eu queria fazer uns trampos Vjs em meio as exibições deste domingo.
Era nervoso estar de volta a exibir em Porto Alegre, em casa tudo tem uma responsabilidade muito diferente...
Queria montar algum vídeo na hora, era muito pra elaborar...

O domingo chegou num clima de luta entre o outono e o verão, que não se vai nem com reza forte.
Menu, copiagens, vinhetas, montar o circo, organizar, editar, projetar, representar...

As 22:30, após 5 hs de projeções, meio rouca de tanto falar,
não sentindo bem meu corpo e deveras emocionada, entrei no carro sem palavras...
As lides de cinema livre nunca se furtam de trazer surpresas, contato com mil gentes, mas é diferente. Parece um show.
E é um show, não uma sessão de cinema normal!

Hoje, acordei e assisti dois filmes na tv a cabo,
dormi de novo e sonhei que eu estava numa praia linda
e que tinha que fazer fotos dela pra usar no topo do meu blog.
Eu queria enquadrar um pouco do mar, das pedras,
do morro cheio de verdes e de uns bichinhos sem igual que escalavam as pedras limosas.
Fiz tantas fotos! Bem como eu gosto...
Quis ver no google algum site de significado dos sonhos,
mas foi um dia de relatos do Cine Mochila e acabei esquecendo.

Quando abri meu laptop eu vi entre os milhões de e-mails não lidos
uma espécie de release, um texto conservador, quadradão e requentado
avisando que tinha por aí um tal dia de cinema gaúcho.
Assim, olhando de fora, alheia faz horas ao que eles fazem,
me pareceu apenas mais dia de MEIO por cento do cinema gaúcho!!

Até porque cinema, enquanto objeto de livre expressão, não tem cor, nem religião, nem tendência, ou sobrenome,
nem é separatista, tampouco tem planeta de origem. Isto tudo ele até pode ganhar,
depois, e daí precisa ser exibido sem discriminação.

A tal mostra, claro, tinha um ar excludente e antipático.
E, como todo o ano, burocrática e fechada aos amigos e companheiros políticos de alguém que faz um programa medroso (não é uma curadoria)
Nunca a propor diversidade ou inovação ou inclusão ou vontade de lutar
por algum tipo de mercado palpável e ar fresco.
Vem do nada, pronta, de uma sala de três ou quatro.
Uma festa verdadeira precisaria qualquer convite antecipado, feliz e abierto a todos os que lutam
e representam as mais diversas línguas e olhares do cinema feito no Estado.
Não importa quem, que tipo de filme faz, com quem anda.

Me pergunto quem vai nos contar o que o historiador oficial oculta sobre o presente dos cinemas do mundo. Como será este processo, como se dará o rompimento com a maquiagem e as perucas perfumadas?

De qualquer modo, dou de ombros, pois até onde sei este dia foi uma invencionice política que nada tem a ver com a verdadeira data do primeiro filme produzido no estado... É o que ouvi dizer numa reunião, uma vez,
quando um grupo fechado decidia o dia dos poucos e nada se poderia fazer além de enfrentar seus olhos secos e seus sorrisinhos amarelos.
Voz é algo inexistente nisto que chamam cinema gaúcho,
me desculpem dizer isto... fazia tempo que eu procurava não me posicionar!

Não entendo como não se constrangem e seguem passando este aparência superficial de um cinema que soma publicitários descompromissados para com mundo ao redor, pessoas escravas do monopólio televisivo e um rodízio estudado nos postos do poder. A fórmula é a mesma em todos os meios desde o princípio. O cinema não tentaria ser diferente.
Não se vê alguma voz mais corajosa e não deixam que ninguém perceba
que não é só isto que temos. Há muita diversidade neste que chamam de cine gaúcho,
mas que é cinema apenas, casualmente, pensado por diferentes personalidades que vivem aqui e falam bah, tchê, mas não falam apenas isto. Falamos todos a língua do que cada um viu e sentiu ao longo da própria vida.

Isto tudo eu não falava faz tempo porque as pessoas ficam com muita raiva e se vingam mesmo! Eu que sei como se vingam... eu que sei... é um lugar de aparências, branco... Pó de arroz, por assim dizer.

Mas ao ver o teatro gaúcho dando uma aula de mobilização enquanto nós representamos ou somos representados pelo
controle e pelo medo dos meninos comportados, e ninguém sequer sabe distinguir cinema independente de peça encomendada pra televisão...

Bom, nós muitos, como acontece em todo o mundo, nós a maioria, que não damos palanque pra dona Mônica Leal e similares,
que não acreditamos na ingenuidade de qualquer envolvido na milionária
falácia que se arrasta faz anos e já papou muita grana e ainda não
nos entregou a tal Cinemateca do Estado(e caso um dia ela se torne realidade, não será a nossa mas a cinemateca da minoria),
Esta maioria sem informações precisas do que se passa atrás das audiências não é convidada a participar de uma mobilização de amostragem e reflexão do cinema do RS,
mas recebemos, talvez num deboche, talvez por distração,
um convite feio e preguiçoso pra irmos ver os filmes chatos de alguns meninos comportados.

Desculpem se algum livre ali estava, por acaso, no meio do tal programinha burrocrático.

Mas enfim, só li hoje porque estou descansando minha beleza,
não poderia ter-lhes dado o ar de minha graça.

Assim como eles,embora eu seja melhor em divulgação,
nunca dariam o ar rarefeito de seus gestos contidos em nossas mostras floridas!
Acho que eles pensam que se aparecerem numa mostra que eu programo
poderemos tranca-los num quartinho dos fundos e praticar as mais terríveis torturas chinesas e torná-los estrelas de um snuff movie.

Ou, quem sabe, temam que nosso aroma de vida e nuvens e indagações
lhes desperte prazeres esquecidos ou nunca vistos e os torne sanguíneos como um dia no passado ou como nunca antes ...
Seja isto ou aquilo, sentem muito medo.. de se incluirem, de se misturarem, de ganharem uma cor nas faces, de serem a vera o que definem como coisa de gaúcho, isto de se aprochegar, vivente.

Sei lá sobre isto de falta de coragem!

Olhem, casualmente, eu estou bem Porto Alegre pelo menos até final de abril,então o Brawl me convidou
e fizemos esta super mostra livre e bela e diversificada que salvou a pátria nesta semana des festas em Porto Alegre.
Dentro deste evento de várias manifestações,
aberto ao mundo todo, o Grito Rock, que,
segundo a produção só foi mesmo apoiado pela imprensa livre e independente.

Mas as redes estão revolucionando o mundinho dos janotas e tivemos muito público!

Colo, abaixo, meus relatos felizes:

A TODOS OS QUE PARTICIPARAM ATIVAMENTE DO GRITO ROCK!

Eu e a turma toda do colectivo ..Cinema8ito..,
do FLõ Cine Mochila, todos os cineastas que pude exibir,

Queremos AGRADECER ao Brawl, Juliano e equipe pela oportunidade :)

O RS ainda não sabe integrar de fato, intimamente, todas as artes como tenho visto em minhas muitas viagens de cine.
Acho que o Grito Rock se abriu pra isto de um modo muito lindo e democrático.
Muita gente mais antiga meio que olha pra gente e não entende o que estamos fazendo num evento de música.
E pra quebrar estes paradigmas um projeto como este é mais que simbólico!

É preciso se misturar com a rotina do outro, saber onde nos cruzamos, porque este é um século onde tecnologias e linguagens não entendem fronteiras.
Dividir o mundo em gavetinhas é coisa de revista de fofoca!
Bem, Foram 5 horas de projeções para um público super diversificado.

Durante alguns filmes o lounge ficou lotaado, noutros momentos, quando tinha banda no palco, ficavam menos pessoas, quase sempre as mesmas, inclusive.
O que deixou ver que teve gente que queria mesmo era prestigiar e conhecer audivovisual livre.
O público mais fiel por ali era muito legal,
curiosos e opinativos de 20 a 40 anos que não aceitavam se ficavamos nas vinhetas por mais de 5 minutos.

Uma maravilha! Lavei a alma, pois desde 2005,
quando fomos convidados pra ir a Cuiabá fazer uma invasão de cinema no Calango, pouco fizemos de eventos junto ao povo roquenrou.
Para nós, que fazemos música e trilha, é um jeito de rever amigos e nos sentirmos em casa.
É sempre complicado tecnicamente, muita coisa é de pensar e melhorar pra uma próxima, reunir as equipes antes pra estudar logísticas e dinamicas e tal, mas mesmo assim, fomos super bem tratados pela equipe do Grito e por todas as pessoas.
Todo mundo se ajudando e convivendo na maior paz y gentileza!

Estou escrevendo um relato a cada um dos cineastas que exibi, especialmente ao diretor do Veludo e Cacos de Vidro, de SC,
que foi o maior sucesso da noite no nosso cantinho de cine,
seguido dOs Boçais, RS,
que fez com que muita gente viesse perguntar sobre o filme.
E o trabalho do Electro-I-Man foi o que mais nos pediram pra reprisar, várias vezes. Grande parte do que se chama de cinema gaúcho é muito certinha e limitada ao
que se chama de 'curtas gaúchos',
então as pessoas ficaram muito surpresas com o trabalho corisqueano.

Sobre os nossos filmes 8iteiros, só posso dizer que fico sempre muito feliz quando exibo.
Faltou um microfone ali pra falar de cada filme,
apresentar a alma do cine na mochila e deixar as pessoas mais a vontade pra se aproximarem da tela, pois poucos sentaram diante dela onde em geral a galera pode se deitar e conviver com os filmes.
Isto geralmente é assim, precisa ter uma performance de palco, cinema também tem sua miséncene, chamar o povo pra mais perto, porque a tela de cinema independente, no mundo globalizado e monopolizado, ainda é algo com o qual as pessoas não têm intimidade.
Especialmentre numa cidade onde o público em geral pensa que curta metragem são aqueles ensaios pra novela exibidos na globo local e que filmes devem passar uma 'mensagem', tipo pastor do poatv.

Mas cinema independente é mais que tudo toque, troca, liberdade, guerrilha e invasão! Vou postar no meu blog, que muita galera brasileira lê, de várias partes do planeta.
Espero nos vermos numa outra oportunidade.
Espero que meus filmes cheguem até vocês.
Quem assistiu ontem deve ter percebido que o cinema que fazemos não vive sem a música.
Trabalhamos com trilha original e muitas vezes nosso tema é o underground.

PARABÉNS, OBRIGADA, DESCULPAS POR TER PARADO AS 22'30'' COM AS PROJEÇÕES MAS EU NÃO ESTAVA PAGANDO AS ASSISTENTES E NÃO QUIS CANSA-LAS DEMAIS. Coisas da vida de cine independente...

Paz y Gentileza y Invasão!

terça-feira, 7 de abril de 2009

A RESPOSTA DA TV GLOBO E A MINHA TRÉPLICA

Meu caro Luis,



Agradeço a rapidez dos seus esclarecimentos.
Vou levá-los a todos os que estão aderindo à mobilização de
boicote à novela, pois acho que será o debate que vai melhorar nossa sociedade passiva
e que a TV Globo, um dia, falará do uso de animais escravos como um passado remoto em sua história.

Sim, no cinema usamos animais em cena, mas não vejo qualquer conexão
com um animal escravo em sua novela.
Se a jaula tiver almofadas douradas, se a jaula é de chão duro e frio,
é só uma questão de tempo pra o enjaulado perceber que se trata, do mesmo modo,
de uma jaula.

Como eu disse em meu chamamento,
a Gobo tem estrutura (que eu chamei de riqueza)
para cumprir tudo o que me dizes (que eu chamei de o animal viver bem
enquanto é uma jovem estrela de TV).

No entanto, a escravidão permanece e muito precisa ser mudado em nosso contexto.
O Ibama, que você cita, não tem se mostrado capaz de acompanhar a rapidez com que
o Brasil se suicida e com que - diretamente proporcional - pessoas se
conscientizam de assuntos que mereceriam boas risada há uma década.
Gravei queimadas no centro-oeste, tenho visto reservas com problemas bastante sérios
Mas esta é só um dos nossos infindáveis problemas. Porque fiscalização é algo muito relativo em nosso país.

Todo este é um assunto muito complexo e vejo
que o exemplo da Globo nunca poderia ser a exibição de um animal de cativeiro.
Para dar ibope, existirão sempre animais humanos, que embora vítimas, tem algum vocabulário de gente, sabem assinar contrato
e sentem prazer em trocar sua dignidade por dinheiro, mostrando suas partes avantajadas e sorrindo pra camera.
Imagino que poderia dar mais público uma mulher trufa que sabe pintar lindas telas enquanto rebola.

Há quem ache um absurdo o ponto de vista de pessoas como eu.
Há como você dizer
que escravidão não é motivo concreto porque
os macacos não falam - ou, ao menos, não a nossa língua -
Há de tudo.

Como você bem diz,
é uma característica 'bacana' da tv aberta.
Tenho minhas dúvidas sobre a liberdade na tv aberta
e isto já entra num assunto mais abrangente ainda, assunto de cada cidadão
e de cada estudioso do audivisual de massa e seus meios.

Por isto, acho muito bom você responder,
embora o exemplo do Luiz Carlos Barreto me pareça fora de contexto.
Acho muito bom ele ter tido que se explicar muito sobre o cachorro e termos que nos
explicar muito quando usamos animais em cena.
No caso da novela, não há sentido para um chimpanzé que não seja o circo de escravos.
A máscara do merchansing social também é um assunto muito recorrente,
muitas empresas viram lucro em temas muito sérios. Você deve conhecer este debate que corre o mundo.

Veja que é complexa esta discussão de um planeta que só agora descobre
que existe uma pemissividade vergonhosa em cada esquina em relação aos
variados tipo de escravidão.

Com a mais profunda sinceridade agradeço a resposta
e sigo minha mobilização para que o maior número de pessoas desligue a TV
enquanto a Chimpanzé estiver no ar.

Talvez sejamos apenas centenas? Talvez um pouco mais?
Tudo bem!
O que importa é a discussão a respeito, o alerta, o despertar das pessoas adormecidas diante dos esteriótipos da tv aberta.


Paz y Gentileza \o/
biAh weRTHer
www.biahwerther.blogspot.com




Meu caro Luis Erlanguer,



Agradeço a rapidez dos seus esclarecimentos.
Vou levá-los a todos os que estão aderindo à minha mobilização de
boicote à novela, pois acho que é o debate que vai melhorar nossa sociedade passiva
e que a TV Globo, um dia, falará do uso de animais escravos como um passado remoto em sua história.

Sim, no cinema usamos animais em cena, mas não vejo qualquer conexão
com um animal escravo em sua novela.
Se a jaula tiver almofadas douradas, se a jaula é de chão duro e frio,
é só uma questão de tempo pra o enjaulado perceber que se trata, do mesmo modo,
de uma jaula.

Como eu disse em meu chamamento,
a Gobo tem estrutura (que eu chamei de riqueza)
para cumprir tudo o que me dizes (que eu chamei de o animal viver bem
enquanto é uma jovem estrela de TV).

No entanto, a escravidão permanece e muito precisa ser mudado em nosso contexto.
O Ibama, que você cita, não tem se mostrado capaz de acompanhar a rapidez com que
o Brasil se suicida e com que - diretamente proporcional - pessoas se
conscientizam de assuntos que mereceriam boas risada há uma década.
Gravei queimadas no centro-oeste, tenho visto reservas com problemas bastante sérios
Mas esta é só um dos nossos infindáveis problemas. Porque fiscalização é algo muito relativo em nosso país.

Todo este é um assunto muito complexo e vejo
que o exemplo da Globo nunca poderia ser a exibição de um animal de cativeiro.
Para dar ibope, existirão sempre animais humanos, que embora vítimas, tem algum vocabulário de gente, sabem assinar contrato
e sentem prazer em trocar sua dignidade por dinheiro, mostrando suas partes avantajadas e sorrindo pra camera.
Imagino que poderia dar mais público uma mulher trufa que sabe pintar lindas telas enquanto rebola.

Há quem ache um absurdo o ponto de vista de pessoas como eu.
Há como você dizer
que escravidão não é motivo concreto porque
os macacos não falam - ou, ao menos, não a nossa língua -
Há de tudo.

Como você bem diz,
é uma característica 'bacana' da tv aberta.
Tenho minhas dúvidas sobre a liberdade na tv aberta
e isto já entra num assunto mais abrangente ainda, assunto de cada cidadão
e de cada estudioso do audivisual de massa e seus meios.

Por isto, acho muito bom você responder,
embora o exemplo do Luiz Carlos Barreto me pareça fora de contexto.
Acho muito bom ele ter tido que se explicar muito sobre o cachorro e termos que nos
explicar muito quando usamos animais em cena.
No caso da novela, não há sentido para um chimpanzé que não seja o circo de escravos.
A máscara do merchansing social também é um assunto muito recorrente,
muitas empresas viram lucro em temas muito sérios. Você deve conhecer este debate que corre o mundo.

Veja que é complexa esta discussão de um planeta que só agora descobre
que existe uma pemissividade vergonhosa em cada esquina em relação aos
variados tipo de escravidão.

Com a mais profunda sinceridade agradeço a resposta
e sigo minha mobilização para que o maior número de pessoas desligue a TV
enquanto a Chimpanzé estiver no ar.

Talvez sejamos apenas centenas? Talvez um pouco mais?
Tudo bem!
O que importa é a discussão a respeito, o alerta, o despertar das pessoas adormecidas diante dos esteriótipos da tv aberta.


Paz y Gentileza \o/
biAh weRTHer

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Prezada Bia,



Num recente jantar, Luiz Carlos Barreto contou-me que sofreu com uma campanha tão forte quando chegou a Cannes muitos anos, bem antes das preocupações com o meio-ambiente, que teve que negociar com a Air France a ida de "Baleia" para França para provar, de corpo presente, que a adorável vira-lata não fora ferida muito menos assassinada em " Vidas Secas".



Eu antecipava na ocasião que, por mais cuidados que estaríamos tomando com a presença de um macaco numa novela, seríamos alvos de manifestações do gênero



Claro que, independentemente de qualquer motivo concreto , você e qualquer pessoa podem fazer campanha de boicote contra qualquer coisa.



Na verdade, no nosso caso, só reforça a característica mais bacana da televisão aberta: o livre-arbítrio do telespectador, que tanto pode mudar de canal, quanto desligar a televisão. É um procedimento com o controle remoto muito parecido com o processo eleitoral, quando, diante da urna eletrônica, o cidadão escolhe nossos governantes. Se, em nome da democracia, acreditamos que o povo sabe votar é de se esperar que também tenha capacidade para escolher seus programas na televisão e chegue às suas próprias conclusões a respeito.



No entanto, até por dispor do meu endereço eletrônico, você poderia ter nos consultado antes a respeito dessa polêmica participação, recebendo os seguintes esclarecimentos:



O animal será usado dentro de todas as rigorosas exigências das entidades que regulamentam esses procedimento: é nascido em cativeiro; ficará em área própria e exclusiva com a condições necessárias para espera; terá acompanhamento permanente de veterinário; seguindo ainda normas sobre o tempo de exposição, condições do estúdio, assim como e com quem estará em cena.



Tudo certificado pelo Ibama.



Todos esses procedimentos já foram informados ao GAP, a mais importante organização no Brasil voltada para a preservação dos grandes primatas, por sua vez representante do mais importante movimento internacional sobre essa temática.



Ou seja, o chimpanzé será tratado com todos os cuidados compatíveis endossados por quem de direito. E saiba que, ao contrário do que se pensa, quando se trata da TV Globo o rigor passa a ser exemplar....



Isso já poderia ser uma explicação suficiente, mas há dois detalhes importantes:



Talvez você como profissional venha a reparar, mas não é esse o nosso propósito:



boa parte das cenas que o telespectador achará que foram feitas pelo macaco serão, na verdade, resultantes do uso de modelos mecânicos e dublês – humanos ! – entre outros recursos para fazer essa simulação. Assim o público achará que o macaco estará atuando bem mais do que a realidade. E tome patrulha...





Segundo, a presença de um chimpanzé na história será pretexto para um chamado “merchansing social”, cujo mote será justamente a favor da preservação da vida selvagem.



E, acredite, ele aparecerá na casa de um dos personagens em fuga de um desses circos como o que você e suas amigas foram matar aula e ficaram chocadas com a situação da macaca.

Se vocês não boicotarem a novela, tenho certeza que vão se lembrar da experiência e, como milhões de pessoas, terão visto na ficção algo que pode criar uma consciência na realidade. As donas de casa certamente não ficarão encantadas com isso.



Ou seja, além de tudo a participação dele terá ainda esta causa nobre.



Imagino que ainda não tenha usado animais nos seus filmes de ficção, mas creio que, inevitavelmente, isso acontecerá na sua promissora carreira. Um passarinho na gaiola, um cavalo puxando carroça, peixinho em aquário, um animal transformado em bicho de estimação.



Tenho certeza que tomará os devidos cuidados para realizar a idéia criativa sem maltratar animal de espécie alguma. Temos convicção que estamos agindo assim.



Espero que esses esclarecimentos tenham sido suficientes, mas fique à vontade para manter esse diálogo, sempre que julgar conveniente.



Abraço,



Erlanger

ESCRAVIDÃO ANIMAL NA TV GLOBO

Amigos do Bem \o/



Quando eu era pequena fugi da escola com três amigas
e fomos ver um circo que tinha ali por perto do Beira Rio, em Porto Alegre.

Andando por entre as coisas de circo,
ficamos todas nervosas e chocadas com uma chimpanzé de meia idade
que estava numa jaula pequena, olhando para o nada e chorando sem parar.
As lágrimas corriam e ela parecia estar em estado catatônico.

Fomos correndo perguntar aos tratadores, ou algo assim,
o que se passava.
Eles nos disseram que ela estava só fazendo fita porque eles a afastaram
dos filhotes e ela tinha saudade.

Saímos achando que se contássemos pros professores e pais, eles nem se importariam
por termos matado aula
ficariam mesmo revoltados e mandariam a polícia ou algo parecido ver o que se passava
no tal circo.
Descobrimos a dura realidade.
Ninguém nos deu muita atenção e nós ficamos muito tempo falando naquilo, perplexas com o mundo real.

Agora que eu sou adulta eu sou engajada nas causas contra a escravidão animal
e se uma criança vier me contar algo deste tipo eu vou botar a boca no mundo na mesma hora
e vou ensinar a elas que não se deve calar diante dos absurdos da humanidade!!

Bem, tenho acompanhado faz um bom tempo documentários e publicações
a respeito do trabalho mais que heróico de ambientalitas, biólogos, veterinários, voluntários,
especialmente na Espanha,
que se dedicam ao resgate de chimpanzés.
Árduo trabalho de tentar reinseri-los ao seu habitat.
Ajudá-los a perder o medo do planeta.

O que estes animais passam, os traumas, vícios e sevícios
não preciso dizer, todo mundo já sabe ou deveria estar sabendo.

Alguns ficam por anos escravos principalmente de ESTAÇÕES DE TELEVISÃO e de CIRCOS.
Explorados, uns fumam outros bebem. Ridicularizados eles ficam presos em jaulas tão pequenas que
são meses e meses pra terem coragem se sair.
Alguns tem vida boa enquanto JOVENS ESTRELAS DE TV,
mas depois o destino é incerto.

Alguns tem os dentes podres pelo erro na alimentação,
as fêmeas muitas vezes são abusadas e tem traumas e fraturas mal curadas.
Eles contraem cancer, os bebês acham que precisam de fraldas,
os velhos tem um olhar muito deprimido e todos, sem exceção,
são muito abalados psicológicamente.

Bem, NÃO ME VENHAM dizer os defensores da escravidão animal
que a Globo é rica e que está sendo super bem tratada a chimpanzé que daqui a uns dias
deixará as donas de casa encantadas e os desprovidos de senso crítico achando
engraçadíssimo.

Lugar de animal não é em estúdio de tv, nem no meio da perfurmaria!!

ANIMAIS NÃO DEVEM SERVIR COMO SAÍDA PARA A QUEDA DE AUDIÊNCIA
DE PROGRAMAS IDIOTIZANTES.

Contra a escravidão animal
eu proponho que meus amigos apelem para
o bom senso e na hora deste folhetim ofensivo e agressivo, AO MENOS
troquem de canal.
Quem sabe para uma TV onde nossos legisladores
estejam discutindo como vamos fazer pra parar a morte do planeta
(e se não estiverem discutindo é porque estamos sem fazer nada, imbecilizados pelos esteriótipos da tv mentirosa).

Ou entao procurem no controle remoto o Animal Planet, onde causalmente tem sido veiculada
uma programação sobre resgate de primatas escravos. Qualquer um que assistir um só episódio
já vai entender o quanto estamos em estado de robotização.

E aos amigos defensores dos animais proponho que lotemos
todas as listas e fóruns sobre o assunto e todas as caixas de e-mails dos políticos que se dizem
defensores das nossas causas e busquemos informação junto a todas as entidades
sobre saídas para fazer uma mobilização concreta.

Seria um sonho se pudessemos conseguir atrapalhar um pontinho sequer na audiência destes irresponsáveis!
E seria maravilhoso se acontecesse o milagre de evitarmos que as cenas cheguem ao ar.
Seria uma vitória simbólica, uma luz no final do túnel, uma esperança
entre tantas histórias terríveis que vemos diariamente na vida de nossos
animais silvestres e urbanos.

Vamos meter bronca pessoal!
Somos muitos no país inteiro,temos nos comunicado e salvado muitos animais!
Podemos não evitar que a tal chimpanzé siga escrava, mas podemos ATRAPALHAR O IBOPE DOS ESCRAVAGISTAS!


CONTRA MAIS ESTE DESATINO DA TV GLOBO POR AUDIÊNCIA!!
SE ESTÃO PERDENDO IBOPE, PAREM DE EXIBIR ESTERIÓTIPOS E EXIBAM O RETRATO VERDADEIRO DO POVO DO BRASIL!
NÃO É ESCRAVIZANDO ANIMAIS QUE ELES VÃO SAIR DO RIDÍCULO BURACO EM QUE A NOSSA GERAÇÃO INFANTILIZADAS SE METEU!!

Paz y Gentileza \o/
biAh weRTHer
www.biahwerther.blogspot.com

sábado, 4 de abril de 2009

O planeta é vermelho...




Ser colorada é uma coisa esquisita na minha vida,
é uma parte muito boa e livre do corpo e da alma.
Desde ontem, quando meu blog precisou festejar o centenário
do meu time algumas pessoas ficaram zangadas, decepcionadas.
Alguns fãs mais recentes nunca imaginaram este meu amor pelo colorado.
Nao é bem por futebol, o futebol vem depois embora eu goste muito.

Mas vocês já vão entender a complexidade da minha
vida colorada. Porque eu gosto do que é difícil,
isto todo mundo sabe. Se for pra viver fácil, faço um filme pra Gramado né!

Como disse o filho do Érico Veríssimo em sua crônica,
minha geração só via o inter perder.
No colégio as meninas eram tri gremistas,
se falava muito de futebol.

Mas eu não sei que me deu que,
de repente,
no meio do recreio, todo mundo falando de mais uma vitória do grêmio
e eu que já era meio viajona, fiquei quieta pensando...
Ser do grêmio não era bom pra mim,
porque os gremistas não se divertem,
são soturnos. O jeito como elaboravam a vitória,
sem sangue sabe... Mesmo sendo crianças, tudo tão sem remelexo!

Quando eu fiquei adolescente já estava certa do que eu queria.
No entanto, no domingo na minha casa meu pai acompanhava o grêmio de radinho no ouvido desde cedo. Fui fazendo minhas próprias negociações internas.
Vi que todo o gremista da minha geração
se vestia de preto, não tomava sol, ouvia só banda inglesa
e ia pra Osvaldo dizer que odiava futebol.

Os colorados eram maloqueiros e assumiam a camiseta.

Tá, eu tou generalizando,
mas pow! Afinal é dia do centenário!

Quando a gente tá na faculdade, dependendo da turma,
precisa repetir uma coisa que nem nossos pais que viveram os anos duros
sessentistas acreditavam de fato, que o futebol é o ópio do povo.
E até é.. o que não é?
Ópio é um negócio que eu nunca provei
até entrar no beira-rio quando eu era pequena, com a escola,
e daí virar a casaca de vez. Foi neste dia, nunca me esqueço.

Cheguei em casa diferente. O Gigante era gigante! Eu estive no gramado!!
Olhei meu pai enquanto ele tirava a gravata cansadérrimo. Achei que não tinha que falar do assunto de jeito nenhum. Era a primeira vez que não falava com ninguem sobre alguma sensação tão imensa, só minha! Depois descobri que muitas sensações são mesmo indizíveis e muito particulares.

E, afinal, ele diria:
- Para de bobagem!
E resmungaria coisas inaudíveis.
Meu pai adora resmungar coisas inaudíveis, parece um:
- well well well well...

A mim sempre pareceu apenas uma certa tendência
a não impor demais as suas idéias.

De tudo, meu principal motivo talvez seja o vermelho!
Ah! O vermelho! Eu uso muitooo vermelho nos meus filmes.

Eu escrevi no meu msn uma frase de música do centenário,
um sambinha que eu, que ando tri carioca, não achei muito bom não.
Mas tudo bem, a letra é mil:
SE EU MORRER EU QUERIA VER MINHAS CINZAS JOGADAS NO GIGANTE DA BEIRA RIO POR TODAS ARQUIBANCADAS...

Meu irmao, muito gremista (em geral minha família AINDA finge que não vê
e que um dia eu vou voltar ao normal, vestir azul e mostrar que sou uma pessoa de bem!), teve que reclamar.

Eu sempre penso, nas festas de família, que sou a ovelha negra e fico deslocada
porque sou cineasta e tenho essa mania de viajar e viajar e não aparecer quase nunca nos domingos. Domingos... sintomático!

Mas não, quando tem gre-nal daí eu entendo bem.
O problema é a minha traição!
Isto não há como perdoar. Meu pai resmunga mais um pouco, eu ligo
e faço troça sempre que o grêmio vai mal. Ele fica puto!

Minhas irmãs vão pelo lado mais malicioso, e sempre que dá uma vem apelando à sabedoria da
minha alma feminista.
Dizem que eu só sou colorada porque sempre namorei colorados.
Isto de fato é golpe baixo! Mas como boa colorada, eu apenas me divirrrto com as minhas vitórias
e lhes respondo que não tenho culpa do meu super bom gosto ao escolher homens..

Os gremistas eu até respeito, mas eles são zangados e muito sérios. O azul parece que lhes esfria a relação com o futebol e com o mundo. São diferentes de nós largados, macaquitos, maloqueiros...

Eu trabalho com cor,
acreditem na minha teoria. Se voce está num estádio cheio de gente vestida de azul,
a coisa é menos apaixonada, menos sanguinea, menos convicta!

E eu sou muito convicta! Radical! Isto todo mundo sabe.
Soy una cineasta radiosa de luz!

Sim, seria mais fácil poder participar das festas de família sem os olhares curiosos de todos, até de integrantes ocasionais, como se eu estivesse no zoo?

Mas tinha essa minha mania de ser do contra! Claro ne!
Depois,
desde pequena só ouvia dizer que o Inter era time de pobre
e que o grêmio teria mais classe e uma história branca, por assim dizer.
Achava isto tão pedante!
Não que meu pai - no caso a pessoa que todos os dias tinha histórias gremistas pra contar - verbalizasse este dado da maioria branca, até porque ele é um comunista defensor da igualdade, mas havia uma história velada
nas convesas dos mais velhos, em churrascos e festanças. Isto havia sim!

O Inter era time de chinelão, se é que me entende!
Tá, e tu acaso já me viu no meio de gente metida??

Lembro de um epsódio mais tenso,
quando um vizinho, enquanto amassava dentro da enorme tina
as uvas do vinho com seus pés e falava do grêmio com meu pai.
O porao de pedra úmido e meio escuro. Ele lá no alto - ou eu era que era pequena -
animado, gestos, contando uma história de que o grêmio não aceitava negros no clube no começo de sua história.
Mas falava como se fosse algo muito bom, um diferencial de grandeza, de limpeza.
Eu me lembro bem, fiquei meio chateada.

Pelo sim, pelo não.
Se é verdade, se não é. Sé lenda de gremista doente...
tudo pra mim parecia ser um motivo naqueles tempos.

Pensei, anos depois, me lembrando do fato:
- Prefiro não assinar embaixo de histórias mal contadas.
Juro que pode ser uma inverdade. Não to aqui pra julgar, eu era pequena,
posso ter entendido mal...

Mas por via das dúvidas, fui pelo meu coração,
pelo meu próprio caminho, observando o mundo.
E muitos anos depois estou aqui colorada.
Primeiro meio em segredo, porque, já viram,
era uma panela de pressão aquela casa azul de meus pais gremistas.
Depois, cedo, ainda bem, saí da casa de meus pais e fui ganhando minha própria vida. De colorada. Um jeito de viver que é difícil explicar
mas é bom demais. Só vendo pra entender.

Porque pra mim isto não transcende tanto o óbvio.
Não tem uma filosofia complicada.
É nascer assim ou assado.

Eu nasci assim, não quero ser uma pessoa assada!

Um dia meu pai me dará seu perdão! Nem que seja na outra encarnaçao.
Entender não vai, pois não se deu o direito a este prazer de ser colorado.
Uma lástima.
Eu sim o compreendo, porque sei como é bom ter meu filho colorado! Bem que os tios tentaram, meu santinho, ainda tentam nos verões na praia, em encontros de família. Tentam, mas ele é um guri muito esperto.


BOAS FESTAS DO CENTENÁRIO A TODOS! A CIDADE ESTÁ LINDA, VERMELHA E ANIMADA,
ESTOU COM A MINHA CAMISETA NOVA DESDE ONTEM, VOU PEGAR A GICA NA CASA DELA E VAMOS
ANDAR POR AÍ, DUAS AMIGAS NA CIDADE COLORADA :)