Nos ligamos objetivas sobre o plano B e subjetivas sobre a força da água na vida deste projeto submerso!

UNDERWATER é nome de trabalho, não sei se no final o manterei... Gosto da sensação que ele dá,
mas se eu achar a mesma intensão em português, me parece ganhar mais verdade. Não sei pra quê estou divagando nisto... mas sinto algo a ver com digital X analógico, creio eu...
O QUE É UNDERWATER?
O processo Underwater, inclusive a provável mudança do nome, será possível acompanhar ao longo dos meses de trabalho. Muito no começo, ainda não entraram as projeções, coisa que não pode faltar no meu trabalho.
Como eu me conheço, pararei pra pensar por um tempo, me perdendo em outros mil projetos, retomarei, voltarei atrás em algumas idéias e por aí vai.
A respeito das técnicas, o que posso dizer de começo é que, se no início do século vinte e um, época em que eu fazia super8 e animação direta na película, era muito difícil, porque os processos analógicos estavam quase mortos, agora o desafio é ainda mais maluco, agulha no palheiro.
Sobre tecnologia, sigo minha tendência em adotar a convergência. Logo, os processos modernos permearão o projeto na facilitação, divulgação e parte da exposição. No entanto, a alma, o tom da criação e da manufatura, o princípio é ANALÓGICO. O que significa muito, porque o olho é outro.
Comecei lentamente o plano, com câmeras de lente de plástico e caixa estanque, estou namorando a Lomografia desde o verão passado.
Além de selfportrait, claro, que é impossível pra mim evitar, usarei como modelos
pessoas que trabalham com o gesto na criação e como meio de vida. Gente que eu posso tocar, criar coletivamente, viver as idéias.
As primeiras sessões estão acontecendo com a Lívia Perrone, com quem atuei em um filme de cena complicada, o UMA. O processo de preparação de elenco daquele filme foi muiiito longo e intenso, criativo, exótico, nos tornando íntimas de um modo que só duas atrizes que passaram por aquela situação entenderiam.
Por isto, acredito que demos o start mais delicado e leve. Tranquilo demais este gesto sob a água. E nem poderia ser de outro modo, a água lava tudo!
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ARTISTA MOLHADA
Inspiração: O ponto da Oxum, a cozinheira baiana da Tia Fefê lá no Rio e a Clara Nunes.
Em 2007 rodei com minidv o Borboletas no Estômago e exibi já no mesmo mês em Barcelona, depois muitas cidades do Brasil, Japão.... Eu sempre procurei projetá-lo em paredes de prédios, na rua. Exibi até cansar. Neste ano eu o projetei nas torres de uma igreja, no festival de cinema da fronteira, lá em Bagé. Era nadar em sombras e vento.
Ano passado, 2009, o coletivo Cine Água, percebendo minha situação líquida, me convidou pra uma expo do tema. Um projeto lindo que envolvia vários ótimos espaços de Porto Alegre, inclusive, claro, o espaço de exposições do DMAE. Na hora não tive dúvidas, disse a eles que não enviaria o Borboletas no Estômago, faria um filme especial. Daí veio o Cantilena, minidv no mar do sul, ainda não postado na web. No verão de 2010 fiz mais um filme experimental de mar no Uruguay, já exibi em algumas cidades, mas não acho que ele esteja pronto. Ainda estou editando, é como uma onda.
Abaixo, uma foto que fiz com camera Lomo descartável usando filtro, no Rio. Essa não é do projeto Underwater, mas gosto de mostrar, foi uma sessão divisora de águas (ó a água aí de novo)


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