terça-feira, 29 de abril de 2014

Jazz

Hoje tem a "JAZZ TANTÃ" no Bar Opinião com degustação de cerveja  É um festival muito legal! 
(foto: biAh weRTHer) 





sábado, 26 de abril de 2014




...............................................................................................um silêncio
                                                                                                               que são dois







sexta-feira, 25 de abril de 2014

no name


O coração inquieto, as projeções, a lama e o gatinho perdido.

O espetáculo de ontem foi lindo, a banda Músicas Intermináveis pra Viagem, pra qual fizemos cenários efêmeros, ficou muito feliz e agradecida; o público foi só elogios no final. Fazer meu trabalho num teatro é sempre muito emocionante. Aquele sinal pra avisar que vai começar dá uma sensação inexplicável. Porém, por contingências que só os exus e deuses dos equipamentos eletrônicos entendem, foi daqueles dias em que você tem vários problemas técnicos sem explicação outra que não seja a transcendental. Sim, tem dias que problemas que não aparecem nos vários testes, resolvem surgir assim que a luz se apaga e a adrenalina da responsabilidade é como pular de um penhasco sem paraquedas. Penso que meu notebook e projetor principais ficaram com ciúme porque, de repente, na passagem, fomos passando as idéias mais legais do set para a outra bancada. Ok, quem usa bigmac vai dizer que meu problema tá é no windows.
Esse caso entre eu, projetores, câmeras e programas de edição é um vício, só que a batida demora muito mais tempo. Talvez porque só faço o que eu gosto, continuo apaixonada e sem chão. As rotinas estragam as relações de amor, então melhor correr os riscos do inesperado.

Bom, fiquei pilhada até de madrugada, tomando um malbec, escutando Gal Costa e postando na minha fanpage algumas fotos do espetáculo.

Já pela manhã, sonhei que eu pegava um ônibus cor de laranja e ele ia pra algum lugar na periferia da cidade. Dentro do coletivo havia uma bebê felino preto, abandonado por algum sacripanta. Na falta de alguém que quisesse assumi-lo, resolvi levá-lo comigo, pra cuidá-lo até arranjar um lar.
Descemos numa rua que era só lama. Parecia um campo de obras em dia de chuva.
Caminhava com dificuldade ali e, pra piorar, o filhotinho pulou do meu colo. Comecei minha aventura tentando capturá-lo naquele ermo lugar desconhecido e barrento. 

Acordei a uma da tarde. Céus, como preciso viajar! Desde fevereiro não sei o que é sair daqui. Outono, preciso organizar minha cabeça e meu coração, parar de enrolação, decidir pra onde vou antes que comece a enraizar. A cada dia acordo decidida a ir pra algum lugar. Hoje é São Paulo, ontem foi o Rio, sábado passado era Montevideo e no início do mês estava pesquisando as passagens pra BsAs. Talvez, se eu voltar a produzir o Cinema na Mochila... que daí eu vou pra onde me chamarem. Era tão mais fácil aquela época.

O que será que significa sonhar com lama e um gatinho preto abandonado?

Olha só, não quer visitar minha fanpage, a página Clandestina? Estou postando lá fotos das projeções VJ de ontem :)

Enquanto isso, vou ali no pilates, fazer 300 abdominais. Vai que me decido por morar na praia e projetar nas dunas!


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Spoiler

Ou melhor...
é mais um registro de teste técnico-artístico do que um spoiler, já que nós faremos edições in loco no Teatro Bruno Kiefer amanhã, no espetáculo de 10 anos das banda M.i.p.V.
A cada vez é diferente :)


terça-feira, 22 de abril de 2014

Hey pessoal 
Publiquei mais um pedacinho da série Moscas Volantes. O conto que postei hoje é de 2005, segundo texto do meu livro nunca publicado 
http://biahwerther.blogspot.com.br/p/moscas-volantes.html

beijos

domingo, 20 de abril de 2014

Zabé da Loca e Escurinho - Saí de Casa

A onda dentro da onda.

Eu dentro dela vendo o mundo a rodar.

No vai a vem a vida passa ligeiro, eu vou lá pro terreiro ver a onda passar.



quinta-feira, 17 de abril de 2014

Coletivamente

Musik für Vernissage
experimental, work in progress, ambient, garage, instrumental, improvised
guitar-project com Laura L (M.i.p.V)
+ special guests:
VJ biAh weRTher
Rodrigo Leszczynski - drum machine-effects-samplers/ experimental, lounge
Guilherme Darisbo - guitar/experimental
warm up do Centro Cultural Tony Petzhold

Film by Marcelo Monteiro
Porto Alegre - Brasil
2013



quarta-feira, 16 de abril de 2014

Tanguito

NOVO, de novo

Apoio Estúdio Hybrido
Projeções de biAh weRTher durante performance de LauraL em 2013. Apoio Estúdio Hybrido. Cenas do filme Hollyood sem Filtro de Luíz Rosemberg Filho.

Músicas Intermináveis Para Viagem (M.i.p.V) é uma banda experimental radicada em Berlin. 
Sempre que eles vêm ao Brasil cuido de elaborar vídeo-arte e cenários efêmeros de luz projetada.
Dessa vez será na Bruno Kiefer. Apareçam  A banda é incrível.
"M.i.p.V + 10 !!"
show de comemoração dos 10 anos da banda
com LauraL (guitar), Pitchu Ferraz (bateria), Guilherme Tiesen Netto (bateria)
e super special guests:

Flavio Flu Santos (guitar)
e biAh weRTher (visuals)

dia 24 de abril (quinta-feira) 21h
no Teatro Bruno Kiefer, Casa de Cultura Mario Quintana (Porto Alegre)
Ingressos a 15 reais.
Em 24 de abril de 2004 a M.i.p.V fazia seu primeiro show em um bar da zona sul de Porto Alegre. De lá para cá, foram dois discos, festivais, trilhas sonoras para videos, filmes, teatro e tv, e shows pela America Latina e Europa, onde a banda está baseada desde 2009, em Berlim (Alemanha).
Em 2014, a banda faz show em Porto Alegre para celebrar esta data, tocando em um dos espaços mais clássicos da cidade, que é a Casa de Cultura Mário Quintana, com as projeçoes e imagens da VJ, cineasta e videoartista biAh weRTher, com colaboração do artista plástico Marcelo Monteiro, e participação de Flavio Flu Santos (De Falla) tocando guJitarra em alguns temas.
No setlist, músicas de todos os tempos e mais os novos sons que farão parte do próximo álbum da M.i.p.V, que logo logo estará circulando por aí!

terça-feira, 15 de abril de 2014

Nightwalker

Sempre me fica essa curiosidade... a saber se as geniais diretoras deste clipe. Vera Egito e Renata Chebel não teriam em mente uma discreta homenagem à cena da dança no "Bande à part", do Godard. Mas ok, pode ser uma viagem minha.






No hay banda!

domingo, 13 de abril de 2014

Underground

Há muitos anos, existiu um pseudo-cineclube que participava. Apenas 5 ou 6 amigos num apartamento no Bom Fim. Foi ali que conheci o Kusturica.

AÑO: 1995
PAÍS: Yugoslavia
DIRECTOR: Emir Kusturica


Sub español / english / deutsch ;)








sexta-feira, 11 de abril de 2014

I'm gonna watch the blue birds fly over my shoulder

Candy says

I've come to hate my body and all that it requires in this world

Candy says 

I'd like to know completely what others so discreetly talk about

I'm gonna watch the blue birds fly over my shoulder





Isto não é um mamilo.

Não tenho instagrão e, por estes tempos nem mesmo celular, mas defendo essa moda "selfie", assim como defendo a Valesca Poposuda (e tou falando sério).

Claro, "Selfie" não é "Selfportrait".
Basicamente, o primeiro é um retrato do fenômeno social ocasional e finito instigado pela pressão midiática, quando o segundo pode beirar o antissocial - ou não. Selfie é quando cada retrato é a cara de todos como naquele filme THX 1138, do George Lucas. Self, mais aberto, poderia ser quando alguém busca o que o diferencia ou o que o identifica ou nem tem qualquer pretensão. Um tem que ser sempre de ladinho, o outro investiga a pose.
É questão de conceito. Instagrão e feicibuque são pra você tentar embelezar-se aos olhos dos outros, e isso é selfie, efêmero  no sentido de notícia, sem pergunta e sem resposta. Certo, tecnicamente, um autorretrato pode muito bem ser momentâneo, instantâneo e pra embelezar-se aos olhos dos outros, mas é diferente...

Pra mim, o autorretrato vem de dentro. Pode até começar num elementar estudo anatômico, mas invariavelmente torna-se um mergulho em águas mais profundas. Quero dizer, não se vê dicas no programa loiro de variedades da tv sobre o que é certo e o que é errado num autorretrato, o que já o difere substancialmente.

Auto desenhar-se, pintar-se, fotografar-se...  um exercício de pensar a respeito de si, perguntar como o entorno o vê e sobre o que a vida transformará em você. Quando, como e quanto o que está dentro aparece em nosso olhar diante do espelho? Acho que é análise.
Gosto de pensar que, quando reproduzo meu corpo, estarei a aprofundar o olhar crítico sobre mim através de exercícios de contradição. Pensar, admirar, ensimesmar, surpreender-se, debochar de si próprio, ler-se, expor-se, ridicularizar-se. Me parece uma tentativa de auto interpretação por muitos ou nenhum motivo.

Sem a pretensão de um juízo de valores, apenas observando e formando uma opinião que não vai servir pra nada ou ninguém a não ser eu mesma (autorretrato), creio que "selfie" seria colocar uma máscara industrializada, enquanto o "auto" seria tentar entender e/ou retratar as máscaras biográficas, industrializadas ou sanguíneas.

Deve ser por pensar assim que considero sem propósito fazer autorretratos usando roupas. Não consigo entender a serventia dum troço desses a não ser que eu queira falar de moda, mostrar um figurino que desenhei e esteja em falta de outra modelo ou usar meu corpo como objeto de cena. Do mesmo modo, não entendo o imenso medo que o dono do feicibuque e as pessoas bem comportadas sentem de seios. Parece um castigo! Aliás, este é tema chato para autorretrato, claro. Pois selfie é quando você mostra um decote insinuante e self é quando você não observa seu corpo como objeto necessariamente picante - ou sim -, de modo que ocultar ou não o corpo passa a ser questão, discussão. Já o selfie não negocia, apenas mastiga, engole e sai na urina até que as marcas de telefone orquestrem o próximo surto coletivo.