quarta-feira, 9 de julho de 2014

quente, porém gelado

Ó, inventei um chocolate quente que pode ser gelado e dos dois modos é simplesmente supimpa:

Cacau em pó, Maizena, Leite laite, Um nadinha de creme de leite (tudo pra mim tem que ser laiti), uns 3 ou 4 cravinhos, um pauzinho de canela ou uma pitada de canela em pó, um pedacinho de nada (tipo uma rodelinha de meio cm) de pimenta vermelha, uma colher de sopa de geleia de morango daquelas que vem com os pedaços do morando (siiimmm, uso a laiti), uma colherinha de vinho branco ou mesmo cointreau ou xerez ou...

Tá, não vou dar o passo a passo porque já estou abrindo demais o meu grimório, mas só posso dizer que eu faço em dobro, pra poder provar uma parte quando está quente e a outra eu deixo na geladeira, já que dos dois modos é genialll. Claro, a gelada pode ser acompanhada até com um espumante bem brut.

Não, não fiz foto porque estou com preguiça e, afinal, isto não é um blog de culinária!

beijos

Não é sobre futebol


Vi um dos jogadores declarando que "Deus me dará a resposta" pro vexame. Tal frase, junto com as mães que passaram o ano iludindo os filhos e agora "Não sei como explicar a eles" são marcas da falta de identidade de um país que festeja um Deus brasileiro, sendo que nunca vimos a cara de Deus e, dele, só se sabe que não aceita diálogo.
Olha, um país que incentiva as crianças a chorarem por bobagem, onde as pessoas usam manual até pra lavar o cabelo, maior consumidor de livros de auto ajuda... Dez passos pra isso, 20 formas daquilo...
Vamos falar sério! Tudo bem o Galvão Bueno, as patricinhas, os poetas e as criancinhas estarem em lágrimas por uma derrota que era óbvia ontem - embora com transbordamento na fonte de chocolate - mas pô, os adultos sabem que nós iremos perder pra Argentina, que perderá pra Holanda que - tomara que não - perderá pra Alemanha.
Do mesmo modo, nós sabíamos há meses que este é um ano de el Niño, contudo as prefeituras esperaram sentadas pra depois abrirem seus pedidos por roupas velhas dos guarda-roupas privilegiados. Será que ninguém sabe que não adianta esperar que Deus enxugue a chuva e as lágrimas? Será que nenhuma prefeitura poderia ter se preparado, evacuado, prevenido, como acontece no Japão que aguarda um tufão exatamente nesta semana? Será que adianta esperar que o Senhor amenize a instabilidade emocional dos filhos pequenos da classe média?
Japão, Alemanha, Holanda... como são azarados esses coitados. São mais organizados e adultos em brincadeiras como o futebol e também na vida real, mas não dormem na casa de Deus, pobres ateus...

sábado, 5 de julho de 2014

Eu suponho, Tu supões, Ele supõe.



O problema não é apenas termos trocado os livros das estantes por lembrancinhas baratas dos pacotes rápidos de viagem. Porque desaprender coisas como ler e escrever não seria necessariamente um motivo pra perdermos o caráter e a empatia que eram ensinados em casa nos tempos idos, quando a maior parte da população só sabia escrever o nome.
Claro que ler ajudaria mas não sei se evitaria a malícia que as crianças estão decorando antes mesmo de ir pra escola. A maioria de nós abusa da desonestidade, da falta de educação e do ódio e assim treinamos quem nos cerca, Seja pobre, seja rico, seja a exibicionista classe média, seja marginal, o pai de família, a moça de bolsa de marca, a dona de casa evangélica, somos todos muito mal educados, não apenas ignorantes (são coisas diferentes).
Mais do que ignorância, a marca da moderna luta de classes é a falta do exercício da lógica e a falta de mais filosofia no café da manhã, no colégio, até na missa.
Nossos avós diriam que estamos esquecendo de usar a cabeça pra pensar antes de sairmos repetindo bobagem boca a fora.
Curtas frases ferinas estão na moda, tanto quanto os selfies de ladinho e ninguém para pra pensar que talvez não seja engraçadinho, mas apenas idiota.
Vejo vários raivosos latindo que é um absurdo os condenados do mensalão poderem trabalhar, sem acordarem para a verdade de que todos os condenados deveriam trabalhar!
A parte o signo de ódio que tomou conta dos emergentes (a vida empilhada em cidades consumistas causa mesmo a síndrome da raiva), o pior é a vazies das cabeças.
Vejamos: se você é a favor de cadeias viradas em depósitos humanos, se você é contra a reeducação, a ressocialização, se você entende o "castigo" como a solução para os dramas sociais do mundo, será que você não está apelando para a ignorância?
Será que é tão difícil pensar um tantinho mais e perceber que você está apenas sendo o elo para o ciclo de ódio? É tão difícil compreendermos que não somos vítimas, mas parte atuante? Não estamos num feudo, frágeis consumistas de bem pagando nossos impostos e esperando o milagre. Não se iluda! Somos tão responsáveis pelos erros e acertos quanto o assaltante, o milionário, o político, o vendedor de crack e é ridículo o discurso do homem de bem isento de responsabilidades apenas porque usa roupa limpa, engorda um patrão, faz suas orações e vai todos os dias no supermercado!
Numa sociedade corrupta, todos são corruptos de algum modo e basta pensar uns dois minutos pra entender esta obviedade.
E quando você chama de vagabundos os poucos indígenas que ainda não embranqueceram, você não está exigindo que todos se adaptem com naturalidade ao nosso sistema de jogo de poder e desigualdade como se nosso modo de vida, só porque somos maioria, fosse a única verdade?
E quando você acha que direitos humanos são sinônimo de defesa à marginalidade, você não está tentando preservar o desrespeito às leis conquistadas em nome de uma harmonia social?
E quando você acha que prostitutas, sem teto e drogados devem ser mantidos ocultos sob os tapetes para fingirmos que a sociedade está limpinha, você não está perpetuando uma sociedade podre e injusta como nos tempos das perucas com talco a esconder os piolhos?
E se você crê que é bonito alcançar o status de elite (tem gente que acha que isso é qualidade), você não está dando um tiro no pé já que pra existir a elite é preciso que existam oprimidos e revoltados ou você não teria como ser superior a alguém?
E quando você generaliza todos os sindicatos a uma reunião de vagabundos, você não assina o atestado mais retrógrado por desconhecer que ao longo de séculos trabalhadores morreram para que a escravidão fosse banida e para que leis trabalhistas lhe garantissem a segurança que tem hoje de poder pagar a prestação do seu apartamento no condomínio com vista para o outro condomínio?
Será que pensar, elaborar, fazer perguntas, procurar respostas e conhecimento antes de repetir bobagem não deveria ser um exercício desde que aprendemos a falar?
Você redige pessimamente seus perdigotos, pululando os dedinhos nas teclas do celular e tudo bem, é sua única diversão na praça de alimentação do xópin! Afinal, há muita gente sábia que tem cem anos, mal sabe escrever, mas sabe contar histórias vividas mais verídicas que as dos livros. Então, siga escrevendo garranchos digitais, mas ao menos pense antes. Quem sabe desabrocham poemas surrealistas de alma crítica e sátira.
O problema não é essa mania feiosa de adultos não saberem mais que existem vírgulas e, com isto, não conseguirem escrever algo que faça sentido. O que realmente faz mal ao mundo é o que acontece antes do escrever. O problema do nosso tempo é o que nós deixamos de pensar, cuidar, combinar as idéias, conversar, esquecidos de que, na verdade, raciocinar pode ser tão bom e libertador quanto tomar um banho de sal grosso. Quem pensa, no mínimo, se expõe menos ao ridículo de abrir a boca pra dizer besteira 
e espernear como criança na loja de brinquedos.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

mantra...

Para pautar a vida...

  • Nada superficial
  • Não à mera ostentação
  • Ninguém que seja unânime
  • Nenhum que venda sorrisos
  • Nunca pagar para dança
  • Nunca nas filas do sexo!
Toda a transparência
Toda simplicidade
Todas as diferenças 
Pela equidade






sábado, 28 de junho de 2014

Inverno

Tá lindo este dia frio e chuvoso com muito vento. Lembrei que lá pelos meus 14 anos eu curtia ler e fazer tricô em dias assim, quando não tinha aula. Eu sabia muitos pontos, tanto que uma vez passei um inverno ganhando vários dinheiros fazendo tricôs pra uma loja de ricas que a mãe conhecia. Creio que as peruas exploravam meu talento, mas eu adorava inventar pontos jacquart e ganhar grana. Teve uma madruga que eu e meu pai ficamos vendo um filme do Truffaut. o Fahrenheit 451 - versão antiga, claro. Meu pai chorava nesse filme e depois me explicava a trama, porque tudo ele explicava, puxou por mim. Enquanto isso eu consegui fazer quase um blusão inteiro entre as 8 da noite e as 8 da manhã, era meio viciante e eles não me convenciam a ir dormir. Eu usava agulhas muito grossas, tipo 12 ou algo assim... Sabia também fazer luvas, tocas, cachecóis e polainas. Ainda bem que fiz tricô quando era pequena, porque daí quando eu tiver 80 posso sair pra namorar e tomar uns porres 

terça-feira, 17 de junho de 2014

Sal

Queridas pessoas, 

Nesta semana, o meu ateliê está em fase transparente 
Eu tinha pedidos de Caixinhas Mágicas a espera, então comecei uma nova série. Ainda hoje vou postar algumas imagens do designs exclusivos que comecei agora.
Também aproveitei o momento pra voltar aos meus estudos de vidro e resina, pois amo muito a transparência, como dá pra notar em meus projetos de webdesign ou mesmo nas fotos submersas.
Uma curiosidade é que durante os laboratórios com novos materiais e processos aqui no estúdio, aproveitei pra estudar artistas de vários lugares que trabalham com mini mundos como eu. Bem, só posso dizer que ninguém bate os italianos, não só pela técnica, mas pela criação. Um objeto transparente pode ficar brega ou um sonho. Mas tudo é uma questão de cultura e conceito e não podemos esquecer que ninguém sabe mais de vidro do que a Itália. Lembro da primeira vez que vi um murano legítimo de perto. Enfim, voltando à minha modesta realidade, vou seguir meu trabalho aqui, pois tenho pedidos de caixinhas mágicas e tenho muito o que estudar pra que meus trabalhos transparentes sejam tudo o que eu gostaria. Falta muito. Enfim, quem quiser encomendar, aproveite :

Atelier: 51-3341-3929

Visitem este álbum da minha fanpage, pra conhecer melhor este singelo braço do meu estúdio criativo:
CAIXAS MÁGICAS


quarta-feira, 4 de junho de 2014

Site

Oi queridas pessoas,

Em breve meu sítio estará no ar. Adiei um tanto, porque a estréia envolverá uma exposição esquisita e um pouco de interatividade. Mas já tenho dado ele como endereço, pois dá caminho aqui pro blog, para a fanpage e etc.
Enfim, estou envolvida com alguns projetos de cinema, umas fotos de moda e design de site para uns clientes, mas logo volto a cuidar só de arte por um bom tempo.
A propósito, estes abaixo são alguns dos trabalhos que andei fazendo por estes dias aqui no estúdio.

beijos





quarta-feira, 28 de maio de 2014

Fofocas de buteco.

Nos últimos dias, algumas pessoas se mostraram curiosas em saber se me incomodei com um pequeno parágrafo que me coube no livro publicado por um garoto na busca narrar a rebeldia sem causa da juventude nada assustadora dos anos 90 na Pequena Alegre (da qual fiz parte).
Ao que me diziam, o apelo comercial do livro quereria dar uma ideia de udigrudi drogadito, buscando certa narrativa beat adaptada para a nossa caretinha, medrosa e comportada Porto Alegre. Fiquei surpresa em ser citada, pois eu nunca fui dos grupinhos fantasiados de ingleses ou nova iorquinos ou seja lá o que era. Nunca fui de jogar purpurina em líderes de torcida, tanto que nem fui convidada pra sessão de autógrafos e tal.
Como em geral não tenho na minha biblioteca publicações que nos citem, a não ser quando os autores me presenteiam, pensei em adquirir o livro. Sem tempo, ia ver isto semana que vem e pediria ao autor que o autografasse :)

Até que ontem, uma pessoa bem simpática que me conhece mas eu não o conhecia, como é normal, tocou no assunto sem qualquer ar de fofoca como haviam feito os dois ou três primeiros  curiosos. Talvez porque não é daquele tempo e não reside na província, então era um cara leve que estava de fato curioso com a agressividade do parágrafo, onde eu e o André Arieta somos citados com certa amargura.
Diante da minha surpresa, ele comentou sobre o cuidado do autor em só colocar meu nome inteiro em seu blog, não no livro de papel. Então, sem que eu pedisse, me enviou a reprodução de um pequeno texto agressivamente juvenil, cheio de adjetivos que deixa ver um rancor guardado há tempos, onde figuramos eu e André como duas personagens superficiais e fantasiosas que saíam às ruas em busca de confusão por nada mais interessante a fazer.
Entendi que é um livro de ficção ou seria algo como "licença poética" pra dar um tempero às rotinas de um bar onde jovens se divertiam com a certeza de que faziam o movimento cultural da cidade pegar fogo mais do que no passado e como nunca no futuro.
Jamais fui alguém importante naquele mundo, eu tinha um filho e tinha que trabalhar e ser séria de dia, então duvido que o modelo narrativo degradante seja destinado somente a mim e que minha passagem seja relevante para que o livro funcione. Suponho que a opção pelo documento ficcional também caiba ao grupo de amigos do escritor, só que para eles sobrariam confetes. E pensando bem, se a ideia é descrever um lugar e seus frequentadores pelo olhar de alguém que tava doidão ou para impactar, não dá pra esperar que seja tudo verídico. Já li muitas biografias roquenrou e beatniks e sei que há por aqui uma tentativa de incorporar o estilo, é um tendência.

Enfim, estou aqui divagando, mas não tenho uma opinião muito formada pois me pareceu uma fofoca pra vender blog. Considerei, na verdade, que a mágoa maior é de fato com o André Arieta, algo ferino que começa falando mal de mim mas demonstra a tentativa de agredir a ele.
Hoje, o André coordena uma graduação e uma pós graduação que ele mesmo planejou numa faculdade de cinema em outro Estado e não está nem aí faz horas pras pequenices e najices do udigrudi de vitrine em petite poá. Por isto, não achei que seria o caso de comentar com ele quando nos reunimos logo depois, pelo skype, sobre um novo trabalho. Não me pareceu que se interessaria por alguma fofoca a seu respeito aos 23 anos, mas sim por alguma crítica adulta sobre seu trabalho como um homem de 42.

Achei curiosa a mágoa, pois o mesmo garoto que escreveu o livro a nos repudiar, fez um teste de elenco para um longa do André, rodado entre 2007 e 2009 que, de certo modo, tem o mesmo tema, só que uma proposta mais psicológica, deixando na obra uma clareza de que o meu ex-marido e ainda sócio é um cara bem coerente, que se aprofunda e vai bem em sua carreira, longe daquele pobre coitado descrito no tal livro.
Enfim, o rapaz foi super bem tratado pela equipe do filme do André com direito a ótimas matérias em grandes veículos, um circuito independente legal e etc. O cachê era pequeno, claro. Tínhamos um magérrimo orçamento de 300 mil pra um longa, mas todos super bem tratados, alimentados, motorizados, essas coisas.
Tivemos cenas juntos, laboratórios, ensaios, mas convivi pouco com este escritor ao longo do filme, pois sou super na minha e morava mais pelo Rio que no sul na época. Contudo, eu era muito atuante em 3 departamentos do filme e sabia que esse moço era muito querido e respeitado pelo André, tratado com toda a atenção pelo assistente de direção mesmo quando ele foi um tanto frio com o filme após o lançamento.

Agora, a respeito de mim e do André como jovens nos idos anos 90, nós eramos muito unidos e na nossa banda o "líder" era ele, que compunha e organizava as gravações, cuidava do caixa. Eu ficava responsável pela divulgação, mas não era centro de nada e nem sabíamos sobre tais invejas, pois eramos tri felizes nós e os demais integrantes.
Sobre nosso bar, que era uma produtora também e um espaço de vender zines e demotapes, nós fechávamos bem mais cedo que os outros, então quando saíamos de lá, cansados, nós íamos pra casa ficar com nosso filho pequeno, ou íamos dançar nos bares de amigos e conhecidos (como o lugar que rendeu o tal livro) ou íamos pra outra jornada de trabalho, já que muita gente nos contratava pra gravar em vídeo shows de outras bandas.

De resto, o bar que gerou o tal livro era pra nós um espaço que gostávamos porque ali fizemos shows da nossa banda, eventos de cinema (inclusive uma mostra em homenagem ao ator David Camargo) e lançamentos de um dos zines que a gente publicou por aqueles anos e talvez isto sim fosse uma memória relevante quando se fala da cena naqueles tempos. E, claro, a gente dançava, encontrávamos amigos e gastávamos bastante grana.
Sim, vi barracos, vi meninas rolando a escada em puxões de cabelos, brigas, os donos do bar estressados, mas em nosso espaço, embora menor e mais calmo, também tínhamos momentos complicados, porque nós estávamos trabalhando enquanto os outros se divertiam e, por vezes, bebiam demais.
Nunca fui essa pessoa descrita pelo autor do livro, gruppie a sair em busca de baixarias noturnas. No trabalho, eu já era na época "polêmica" (acho tão tola esta definição) por não puxar o saco de ninguém, defender meus pontos de vista com certo radicalismo, e não temer portas e caras fechadas, como todos sabem inclusive por este blog. Isto me trouxe alguns inimigos, bem como o fato de eu ser muito séria quando estava em nosso bar, porque o espaço tinha sempre exposições e preservar obras em meio a bebedeiras de bar é complicado.

Uma hora eu vou ler todo o livro e a versão blog e descubro se o ranço pessoal é só conosco. A meu ver, deve ser apenas estética, um trejeito literário, por assim dizer e, a princípio, perdoo o blog e o livro.
Cada qual faz a obra que merece e consegue, seja ela para o bairro ou relevante para a história do seu tempo. Cada qual escolhe e aborda o seu tema conforme sua própria ética, por particular lógica de sua memória e pautado pelo seu modo de viver e querer ser útil ou não.
Que venda bastante e ganhe muitos trocados. Vou ali ganhar a vida ;)

Paz e Gentileza \o/
biAh weRTher

domingo, 18 de maio de 2014

Um portfólio

Estamos em meio a mais uma sessão de fotos pra marca DOMA. É sempre bem legal. Buscando garantir personalidade, buscam meu trabalho porque fujo de padrões e tendências. Fico feliz. Assino o site também e algumas peças da identidade visual.
Para a novíssima homepage fiz um repertório com um certo ar de lookbook pra destacar as diversas coleções da marca e resolvi publicar aqui no novo blog, já que ainda não cometi qualquer post que ilustre meus trabalhos mais comerciais :)












terça-feira, 13 de maio de 2014

da minha lixeira

Eu guardo hds e hds de fotos que não valeram nas sessões. Cliques teste,  making of ou apenas detalhes de camarim que ninguém nota mas eu acho legal. Essa é uma delas. A bagunça de cenário em montagem e as pernas da modelo saindo do roupão me dão vontade de enquadrar e pendurar na parede, pois me lembram os climas de trabalho quem participou sabe :)


domingo, 11 de maio de 2014

Germinar

Boa noite, queridas pessoas. Selecionei essa imagem pra o dia das mães do meu blog e na fanpage. É do projeto "Germinar", que ainda está em processo, mas as primeiras fotos fizeram parte da minha última exposição. Retratei a gravidez da atriz Fernanda Carvalho Leite, que agora já é mãe.



quarta-feira, 7 de maio de 2014

Interlúdio

Nos últimos tempos venho sonhando muito contigo. Pena não poder comentar, já que somos dois estranhos. Como poderia chegar pra alguém que mal conheço e sair dizendo:
- Bah, sonhei contigo novamente. Desta feita, estávamos em Paris e eu, insatisfeita como sempre, te pedia por favor, vamos pra Nova Iorque?  Daí você ficava com seu jeito menos ansioso (sim, já conheço até as nossas diferenças de personalidade) me dizendo pra parar de fazer beiço, que sempre sou assim nos primeiros dias quando viajamos, mas depois sou a última a querer voltar pra casa.

Outro dia, num destes sonhos, acordei e fui correndo buscar Jung e até algumas dessas explicações místicas, mágicas, fanáticas que tentam desvendar os sonhos. Nada me pareceu plausível. Científica, empírica, coisa de adivinhos e bruxas, acho sempre uma falácia quando alguém interpreta sonhos.

Sim, ultimamente venho sonhando contigo, mas quando acordo você simplesmente não existe. Ainda assim, já andamos na praia, discutimos sobre uma exposição, jantamos, comentamos livros e filmes, nos perdemos durante festa e senti ciúme, brigamos por bobagem.

Nunca tinha me acontecido de sonhar várias vezes com a mesma pessoa, nem mesmo o Eddie Vedder. Isso de na vida acordada não sabermos nada um do outro e no meu inconsciente estarmos praticamente íntimos. Alguém garantiu que, por certo, fomos amigos ou inimigos em alguma vida passada. Ai gente, por favor!

Hoje, dormi por mais de 10 horas e acordei curiosa de saber se vou sentir saudade quando, inevitável tal qual acontece na vida real, numa noite dessas cada qual de nós se perder em sonhos outros, outros mundos, pra nunca mais nos encontrarmos.




segunda-feira, 5 de maio de 2014

Pretend

Um vulcão de idéias (com acento) na minha cabeça.
Tento escrever mas parece que há uma mordaça na minha garganta. Gosto muito de lenços, cachecóis, tua camiseta, coisas enroladas no pescoço.
Por estes dias, venho pensando e agindo bem mais do que falando a respeito do nada que nos cerca, sobre o desrespeito, desconfiança, distância, cu-ri-o-si-da-de. E as pessoas que temem e titubeiam? Tomo meu rumo antes de tentar compreendê-las. Me sinto ofendida com as desconfianças, acho tolas.
Passei a noite de ontem fazendo um vídeo manso para a abertura do meu novo sítio. Não sei porque, me inspirei em você, vocês, nós, nossos silêncios maquiados nos sons do vento cibernético. Os temores podem ser barulhentos como estômagos insaciáveis sedentos de gelatina transparente.
Uma névoa ao meu redor, respiro. De falar tenho preguiça, mas sons guturais, gemidos, isso sim me parece o cúmulo da linguagem.
Engraçado... Muito me acontece de não querer papo, de me ausentar das conversas em cafés, nos namoros, nas festas, nos almoços, caminhando na beira do mar. Escrevendo não. Escrevendo eu pareço outra (exceto por estes dias). Tanto que muita gente, quando me conhece de perto, se espanta com minha preguiça de conversa. Devem achar que sou cheia das certezas, sei lá.
Vontade de observar, jogar a cabeça fora, rolar. Viajar. Viajo muito sozinha, sento quieta, bebo um gole de vinho e dou um último suspiro: hora de mim.
A paz da solidão deve ser parecida com o sublime momento da morte. Derradeiro gesto preocupado, último espasmo. Quando fico só em uma multidão de estranhos, a observar toda essa gente, flutuo em direção a mim. Ninguém a me dizer o que devo fazer, ninguém a me perseguir, muito menos a fugir de mim. Nem mesmo eu. Ao contrário, sumir nesse mundo pra, quem sabe, me encontrar. Morrer sozinha, desconhecida, sem focinheira, sem medo, longe de uma certa vontade de saber mais de você.
Meus dedos digitadores inconformados fazem pessoas estranhas e chatas pensarem que sabem tudo sobre mim. Mas, de verdade, tenho apenas preguiça.
Sinto um desânimo nessa distância, como sentiria preguiça de tentar te convencer. Um azedume, um catatonismo, apatia, um mormaço na minha alma, uma pontada de decepção no meu coração. Pronto, preciso um chá de sumiço.
Hoje, a tarde estava linda! Por esses tempos, prefiro o espelho. Vários. Cacos. Voando em busca de mim sem vontade de falar aquilo que não vai resolver nada. Pense você o que bem quiser. Os fazeres, o fazeres, olhares, olhares, garganta, eco.
E a respeito dos dígitos, não sei nada sobre isso.