domingo, 1 de fevereiro de 2009

O trailer do REVERSO, um Boi Pintadinho, o Bufão e esta saudade do Balnê!




O REVERSO, um Boi Pintadinho, o Bufão e esta saudade do Balnê!

Foi como se o mês de janeiro tivesse caminhado um ano inteiro!

Nesta tarde de domingo finalizei o trailer do REVERSO, curta do Edu Egyto que já tou bem no finalzinho da edição de som. Estamos num orgulho tal que não pensamos em dormir!
Semana passada começamos, lá na Lagoa - numa mesma rua onde o Tim Maia teve um estúdio certa vez!! - a pré-produção do BOI MALHADO, que queremos rodar em Muqui no carnaval. O Tiago tá lá no Espírito Santo tentando resolver várias logísticas. Foram três dias tão malucos no Boi que do trampo constante voltei pra Niterói com aquela infeliz dor no quadril... Siim!!! Eu ainda preciso voltar a Porto pra fazer mais mil exames :(

Mas de tudo, o mais emocionante foi que neste mês os FLõs de Barcelona estavam com a gente no Rio e fizemos reuniões e nos abraçamos e rimos e nos fortalecemos. Ver o meu irmão Edu Ioschpe é sempre uma emoção desgraçada. Conhecer a Caro foi uma doçura. Agora falta o Joaquín, que tentarei de todo o jeito trazer ao FLõ 2009 (quando decidirmos se vai acontecer no sul ou no Rio!!)
E nós, FLõs, Edus, eu e Caro saímos pelo Leme, Cinelândia, Lapa... tomamos umas na Cantareira, em Niterói. Perto do Bar que o Santeiro vai, mas nunca o encontramos lá.

Eu e o Edu Egyto ficamos, enquanto eles retornaram à neve e aos preparativos pras nossas novas ações no mundo velho.
Aqui estamos inventando coisas demais. Tou achando que finalmente vou ter um ateliê no Rio também... Acho vai ser logo... É de ver. O de Porto Alegre é pra meus outonos. Nao há outono como o de lá!

2008 tinha sido uma loucura de viagens várias entre temporadas esquisitas no sul e no Rio. Ir ao sul tem sido ao mesmo tempo quieto e inquietante. Fico em média dois meses ali no apê do Quinta, o condomínio mais loco da Boa Vista. Se é calor até desço à piscina e ando a pé com cara de turista pelo bairro, achando tudo lindo, limpo e florido. Mas o normal mesmo é ficar muitos dias projetando, criando, em casa, estudando propostas, elaborando coisas, respondendo às pessoas, lendo, pensando em coisas pra agradar o Dedé...

Porto Alegre é linda demais e tem meu filho, carinhos e a família, mas o Rio tem mais ação, mais cinema, mais loucura, mais perigo, mais saculejo, mais amigos, mais tudo.
Porto Alegre é limpa e cuida melhor dos bichos de rua e recicla o seu lixo.
O Rio ainda tá muito no começo disto. E Niterói então... tem dias que eu choro.

Mas o Rio tem muito mais exposições, arte coletiva, ar e espaços e sessões de cinema livre e menos ranços ou desconfianças, tem misturanças de jeitos, de cores, idades, vontades.

Estivemos numa sessão do Tela Brasilis faz uns dias e, entre uma reunião no Café do MAM, conhecer pessoas abiertas e ver as pessoas querendo assistir curta numa tarde de verão, mais uma vez eu me peguei pensando nos meus porquês. Ficou difícil não fazer comparações. Mas sei que isto é bobagem, não se compara a vida com a vida. Podemos apenas fazer escolhas, ir pra onde os olhos nos parecem menos congestionados e as vozes menos ácidas e a coragem mais roja.

O que penso das notícias do Guaíba?

Eu votei no Adeli Sell e gosto dos noticiosos dele porque ele mostra serviço e luta por coisas que me interessam.
Eu sou contra o Pontal e acho que o Beira-Rio vai ser sede da Copa.
Eu fiquei feliz ao saber que o Fogaça anunciou uma coordenadoria para cuidar dos assuntos dos animais. Eu tenho orgulho de coisas tolas como o nosso jeito de tomar vinhos bons e nossa mania de gostar de chiquezas. Mas sei que isto é bobagem, principalmente quando ando nesta bagunça do Rio e acho tri maneira essa falação das pessoas, todas misturadas. Meio assim: se tou em Porto curto a Volunta, se tou no Rio acho massa o Saara. Não sei se me entende, quando é confuso parece mais humano e palpável.

Sei lá! Os suecos, amigos do Tiago, chamaram os ônibus do Rio de 'montanha russa'.
Em Porto Alegre a gente tem ônibus muito bons e, como lá ando só de carro ou fico trancada em casa, acho tudo lindo quando vou ao centro de bus. No entanto, soube que muita gente tá reclamando de um tal de sistema TRI. Não sei bem o que é, mas deve ser ruim, porque não tem quem fale bem!

De Porto, também recebo noticiosos de um tal Gasparotto, que conta fofocas de colunáveis em sorrisos de plástico cujos avós tem nome de rua e que frequentam festas sem graça.

E recebo e-mails de uma espécie de bufão, um tal do Rogério Mendelski, um cara que sempre é bom ler duas ou três linhas pra entender porque é melhor ficar mochilando mesmo por aí, por aqui e por lá. Uma cidade com um cara como este dá mesmo vontade de aparecer só quando a saudade da família dói.

E a saudade que eu sinto do Balnê (pra nós é a Prainha) é tanta que tem dias que morro um pouco. E em certas noites sonho que ando por lá, guiando o carro nos dias de chuva inventando o que fazer pros lados da praia azul, com a câmera na mão enchendo o saco das pessoas por causa dos descuidos com a reserva ecológica ou ouvindo as fofocas quando estou na massagista.

O André me contou que na restinga diante da casa tem uma família de corujinhas e um filhote parece comigo! Fiquei exultante e não dormi de vontade!!

Sobre aqui,
quem diz que cariocas são malandros não sabe de nada!!
Consigo parcerias o tempo todo nesta minha mania de só trabalhar e me dedicar à invencionices.
Neste mês só vi o mar do Leme da janela da Filme Livre em reunião do nosso FLõ, só vi piscina duas vezes porque era 50 graus e não tinha outro jeito, e só vi um pôr do sol em Itacoatiara e um pôr de chuva em Camboinhas. Mas peguei uns sambinhas e uns chorinhos, que isto é a grande lindeza daqui.

Se eu estivesse em Porto Alegre neste janeiro não teria o que fazer a não ser rodar quase 200 km até a praia e inventar umas luminárias, acabar com os poucos espumantes do mercadinho onde anotamos no caderno ou ler deitada na rede. Cansada de descansar eu iria fotografar as pessoas surfando ou os bichos no Tupancy ou inventar receitas de peixe e ensaladas...

Mas no Rio as pessoas de arte sempre são ativas no verão. Ao menos eu acho,
mais que em Porto Alegre, que fica ociosa, vazia e como me disse o Malásia, que agora tá morando em Sampa: - Como alguém pode ser tão resmungão tendo um final de tarde com aquela cor de Porto Alegre?

Pois é...

Olho meu janeiro Rio-Niterói e me sinto feliz aqui, com saudade mas quase inteira. Os próximos onze meses? Vamos ver, vamos viver... Mochilagens de cinema, claro! Preciso estar em Barcelona em julho. Prometi ao Edu, o FLõ sem mim é algo esquisito de se fazer, tou ligada!!
Meu santinho, (inclusive ando criando lindos relicários) duas cidades mais algumas é uma vida tão maluca, tão cheia de saculejo!!!


Libertad, Fuerza y Salud
biAh weRTHer